“A perna semiaberta, a saia um tanto curta. Casada, linda e independente, num restaurante chique, tem respostas para tudo, conversa sobre cinema, hábitos contemporâneos, muitos amigos à mesa. A boca seca esconde a alma úmida, pedindo a presença de alguém entre suas pernas. Sonhando em ser feita apenas objeto, como se numa caverna estivesse, coberta de pelos, e a alma no cio. Sonha com algém que não a respeite, não pergunte o que ela quer, não a obedeça, não tenha medo dela, diga “não”, faça com que ela sinta sua carência explodir, sua fraqueza lhe definir. Eu a vi, sentada, tentando esconder o suor entre as pernas.” Pondé – Contra um mundo melhor
