20/10/2009...10:02 pm

entre les murs (2008)

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Assiti ontem o filme ganhador da Palma de Ouro de 2008, Entre os muros da escola (2008), baseado no romance homônimo François Bégaudeau que também estrela como protagENTRE-LES-MURSonistas deste filme.

Já que o post anterior também tratou sobre problemas da educação no Brasil, parece que este problema ocorre em nível mundial através do sistema de ” piaget”  et comparsas… Então vejamos neste filme quais os análogos culturais da realidade.  Com a premissa de um humanismo um tanto quanto babaca, as escolas enfrentam dificuldades em lidar com alunos que não enxergam sua devida posição, mas  se interpretam  como vítimas cheia de direitos, e sem qualquer dever a cumprir. De uma escola da periferia de Lyon na França à uma faculdade privada qualquer do Brasil, constatamos a seguinte postura: alunos que não compreendem sua situação de estudantes, e pedantes, questionam o tempo inteiro a pedagogia dos mestres de acordo com suas vontades, ou com o que lhes for mais cômodo,  sem a menor pretensão de construir algum ambiente melhor para sua própria educação.  Desta postura temos a evolução deste quadro através da agressividade e da violência por parte destes alunos contra seus mestres. Violência esta, que  já fui vítima de coisas muito piores que as do professor do filme.

Mas qual o problema?  O problema é que a educação se começa em casa, mas a maioria dos pais não concorda com isto, logo “empurra” este dever para escola.Então os alunos se abstém da simples formação de como se conviver em sociedade e de como respeitar os outros.  Além disto a escola está infectada por esta  ideologia educacional imbecil, que diz que os alunos são seres humanos iguais aos professores, até a parte dos seres humanos tudo bem, mas se esquecem que entre estes estes dois há um abismo de experiências, vivências e estudos, que por si só gera uma hierarquia.  Além dos últimos (professores) na maioria das vezes saberem como conviver em sociedade (possuem educação familiar, bons modos, chame o que melhor entender), o que já não ocorre com a maioria dos primeiros(alunos) devido a abstenção dos pais.  Ainda existe aqueles educadores que dada a ausência da formação familiar se vêem na obrigação de fazer o papel dos pais, o que aumenta ainda mais a confusão no processo educacional.

Igualando os dois entes, professor e alunos,  todos ficam confusos e pensam que seus direitos são iguais, o que está completamente equivocado, pois cada um tem direitos diferentes como deveres diferentes, pois é óbvio que seus papéis são diferentes. Para piorar , os alunos adicionam aos seus direitos a regra de não ter deveres a cumprir. E o pior é que os professores confusos começam a acreditar nisto,  então temos o grande desastroso processo deseducacional dos dias de hoje! Daí acontece justamente a trama do filme, alunos confusos que confundem ainda mais o professor que não se enxerga como mestre , mas muitas vezes como um pai, além de toda a violência consequente desta confusão:

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